sábado, 4 de junho de 2011

        
Atenta nos ponteiros do teu relógio...
Embora o movimento regular e repetido dos ponteiros nos dêm a ideia de ciclicidade, e sendo um ciclo algo que se repete, não podemos, certamente, dizer que o movimento circular dos ponteiros é o mesmo. Não é. A diferença reside no momento. Os momentos não são, efectivamente, os mesmo... nem poderiam ser.
O tempo corre e foge de nós, como a infrutífera tentiva de agarrar o fumo com as mãos.
Atenta de novo...
Todo o segundo (aparentemente) insignificante que passa, não volta. A cada segundo que passa estamos diferentes. Já não somos quem que éramos... Nem voltaremos a ser.
Muito se perde na fugacidade do tempo, sem sequer nos darmos conta. E em relação ao que nos é deixado, resta-nos ter a esperança de que a nossa (traiçoeira) mente o capte.
De nada serve ao Homem tentar agarrar aquilo que é bem maior que os seus braços e mais rápido que as suas pernas.
Tudo o que fazemos, fazemo-lo pela primeira e última vez.
Olha para o teu relógio outra vez... Não és, certamente, o mesmo de há alguns minutos atrás... quanto mais não seja por levares mais contigo do que aquilo que realmente tinhas, ou achavas ter.

14 comentários:

Sara Martins disse...

O teu texto está maravilhoso, te garanto ♥

Sara Martins disse...

falo sempre a verdade pequenina! isso de achares defeitos, é um autentico disparate fofinha ♥

mary jones disse...

gostei ♥

Anónimo disse...

Olhar para o relógio é deprimente. O tempo passa... Passa mesmo. E não volta, de maneira alguma.
E saber que, a cada segundo, estamos mais velhos, estamos maiores e mais complexos, talvez... É... Bem, nem sei. Talvez seja esta a magia da vida. O tempo passa e nós vamos fazendo escolhas. Escolhas que nunca mais nos podem largar. Escolhas que até podem definir quem somos. Escolhas, ás quais estamos cosidos.

Um beijinho,
Joan

Anónimo disse...

Ps: Sabes bem o que penso da música que colocas-te. Muito especial, para mim pelo menos.

Joan

carina, disse...

gostei mesmo, escreves muito bem. (:

joanarocha disse...

está fantástico *.*

carina, disse...

ohh obrigada eu *.*

Sara Martins disse...

eu também fofinha, nada a agradecer <3 beijinhos enormes

carolina disse...

passa-nos por entre os dedos sem darmos por ela, e é logo nos melhores momentos da nossa vida, pois o que é bom, passa depressa.

Anónimo disse...

Simplesmente verdade.
Dizes que não mas escreves muito bem.
Parabéns Daniela.
Bjs
Inner Silence (Angel)

IM disse...

:-)))))
Sem dúvida...como é tão, mas tão reconfortante perceber que algumas coisas ficam das aulas a martelar na cabeça...as horas...(já viste o filme? O PPT?)...always the hours...o tempo que não volta...o caminho tragicamente irreversível...saber que cada acção tem as suas consequências. É como lançar um pedra num charco e observar o que isso muda na superfície da água e continua para além daquilo que podemos ver.
(Fragile Dreams...a BSO do Correntes...escolhi esta música porque acho que ela traduz a essência das entrelinhas que se desenham ao longo das páginas...«tonight your soul sleeps, but one day you will feel real pain, maybe you will see me as I am, a fragile wreck on a storm of emotion»...)

joanarocha disse...

de nada ;)

Mariana disse...

Adorei por completo o teu blog e estou a seguir, tens textos fantásticos, os meus parabéns :)

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